Não sei se se lembram, mas ela fala-nos da carga a mais que muitas vezes carregamos às costas tão desnecessariamente.
O Dez nos mostra, na superfície, a imagem de uma pessoa sobrecarregada e oprimida pela vida, e especialmente pelas responsabilidades. A ansiedade de Paus envolveu-a em tantas situações que agora, paradoxalmente, aquela mesma energia verga-a sob o peso de compromissos e problemas. Ela deseja sentir-se livre para viajar, para procurar aventuras e novos relacionamentos; mas em vez disso encontra-se, como o suburbano bem-sucedido na profissão,
presa numa rede de infindáveis responsabilidades - financeiras, familiares, profissionais - que ela mesma criou. Não planeou essa situação; ela foi-se formando à sua volta.
Vemos aqui o grande problema de Paus. A energia do Fogo age sem reflexão, enfrentando novos problemas simplesmente pelo desafio. Mas estas situações e responsabilidades não desaparecem quando a pessoa se aborrece e quer mudar para algo novo. Elas permanecem e podem abafar o fogo que parecia derrotá-las.
Sejam quais forem os problemas, conflitos e insatisfações que surjam, ela tenta serená-los. Ela luta para manter o relacionamento, enquanto a outra
pessoa pode nem perceber o que está a acontecer.
Tanto em situações práticas quanto emocionais a pessoa tomou o fardo sobre seus ombros. Ela criou uma situação, mas precisa compenetrar-se de que ainda há outras abordagens possíveis. Em tais situações, os fardos podem não ser plenamente reais, ou pelo menos podem ser evitados; podem, na realidade, servir como uma desculpa para deixar de fazer algo realmente
construtivo, sair de uma situação prejudicial.
Hoje que tal respirar fundo e contar até 40...em vez de explodir.

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