Existe um conceito que está muito na moda, que deve ser praticado, todos os dias e por todos nós.Viver conscientemente é uma arte, que requer muita prática e dedicação.
Parte de nós vive em piloto automático, acabando por desperdiçar grande parte da energia tão necessária e à nossa qualidade de vida.
Uma das actividades favoritas da mente é vaguear pelo passado e pelo futuro, e perder-se no acto de pensar. Alguns dos seus pensamentos são agradáveis; outros, dolorosos e geradores de intranquilidade. Em qualquer dos casos, o mero facto de pensar exerce um forte impulso na nossa consciência.
Na maioria das vezes, os nossos pensamentos dominam a nossa perceção do momento atual e fazem com que percamos a nossa ligação com o presente.
O Mindfulness ou a Atenção Plena, implica reunir e dirigir as nossas próprias energias desperdiçadas.
Ao fazê-lo, aprendemos a acalmar-nos o suficiente para penetrar e determo-nos em estados de profundo relaxamento, o que alimenta e restaura o corpo e a mente. Simultaneamente, torna-se mais fácil ver com maior clareza a forma como vivemos e, em consequência, como realizar mudanças para melhorar a nossa saúde e qualidade de vida.
Esta prática consiste em ser consciente a cada instante e ajuda-nos a canalizar a nossa energia com maior eficácia em momentos de tensão, ou quando nos sentimos ameaçados ou impotentes.
O seu enfoque sistemático serve para desenvolver, nas nossas vidas, novos tipos de controlo e sabedoria, baseados na nossa capacidade de relaxar, prestar atenção, adquirir consciência e ter uma visão profunda. Permite-nos enfrentar a acumulação de perdas que, às vezes, num ciclo pontual da vida, podemos chegar a vivenciar.
É perfeitamente possível alcançar a Atenção Plena. Só necessitamos é de cultivar a nossa capacidade de prestar atenção ao momento presente. O cultivo da Atenção Plena representa um papel central nas mudanças que as pessoas querem, e tanto procuram no seu processo de transformação.
Como praticar?
- Fechar os olhos
- Sentar com as costas direitas mas não rígidas
- Tomar consciência da respiração.
tentemos manter-nos assim, observando a nossa respiração durante três minutos. Concluídos os três minutos de observação das inspirações e expirações da nossa respiração, pensemos em como nos sentimos durante esse tempo e em quão pouco tempo a nossa mente se afastou de nossa respiração.
A Atenção Plena é como a Meditação em parte, pois ambas tratam na realidade de prestar atenção.
Podem-se enumerar cinco factores relacionados com a atitude, que constituem os principais suportes da prática da Atenção Plena. Trata-se de:
• Suspender o juízo => estamos constantemente a fazer juízos, sobre a nossa experiência. A mente categoriza e coloca rótulos em quase tudo o que vemos. Reagimos a tudo o que experimentamos em termos do valor que acreditamos que tem para nós. É necessário tomar consciência desses juízos automáticos que a nossa mente emite, para podermos ver através dos nossos preconceitos e temores e, consequentemente, libertarmo-nos da sua tirania. É muito importante que os reconheçamos como pensamentos julgadores e que recordemos que a prática implica a suspensão de juízos e a observação de qualquer coisa que passe, sem, de maneira alguma, a seguir ou actuar sobre ela.
• Cultivar a paciência => a paciência é outra arte :). É uma forma de demonstrar que compreendemos e aceitamos o facto de que às vezes, as coisas só são reveladas quando é o momento. Ter paciência consiste, simplesmente, em estar totalmente aberto a cada momento, aceitando-o na sua plenitude e sabendo que as coisas só se descobrem quando chega o momento.
• Manter a mentalidade de principiante => basicamente, não é mais que ter olhos novos constantemente, e não prender nada nem ninguém com as nossas memórias.
• Reforçar a confiança => É muito melhor confiar na nossa intuição e na nossa própria autoridade, ainda que possamos cometer alguns erros pelo caminho, do que procurar sempre um guia fora de nós mesmos.
• Aceitar => ver as coisas como são no presente. A aceitação não significa que tenhamos de gostar de tudo ou que tenhamos de adoptar uma postura passiva face a tudo e abandonar os nossos princípios e valores. A aceitação, como nós a vemos, quer simplesmente dizer que chegámos à vontade de ver
as coisas como são.
Cada um deles tem influência. Trabalhar com um deles levar-nos-á com toda a rapidez a fazê-lo com os demais.

Um firme compromisso de trabalharmos em nós mesmos como a suficiente
auto-disciplina para continuar no processo são absolutamente essenciais para o desenvolvimento de uma poderosa prática meditativa e de um elevado grau de Atenção Plena.
A prática regular não é tão difícil como se poderia pensar.
A melhor altura do dia para pormos em prática tudo isto é pela manhã, pois é quando estamos mais atentos, permitindo-nos ficar mais relaxados durante o resto do dia, bem como mais capacitados para reconhecer o stress e lidar com ele com eficiência. A Atenção Plena significa estar totalmente desperto.
A prática regular contribui para que mantenhamos uma certa estabilidade e
elasticidade mental, ainda que atravessemos estados de agitação, confusão, falta de clareza e dilação. Esses são os momentos mais frutíferos para praticar, não para que nos libertemos da nossa confusão ou dos nossos sentimentos, mas apenas para sermos conscientes e aceitá-los.