A mais bem-sucedida e equilibrada das Copas. Esta rainha mostra a possibilidade de juntar imaginação, acção, criatividade e utilidade social. Seu trono, decorado com sereias angelicais, apoia-se na terra, indicando sua conexão vital com o mundo externo e com outras pessoas, uma conexão mais real do que a do Rei.
Ao mesmo tempo, a água corre sobre seus pés e é absorvida por seu vestido, significando a unidade do eu com emoção e imaginação. A água sugere também forças inconscientes - os padrões espirituais subjacentes mostrados nos Arcanos Maiores - nutrindo a vida consciente. A unidade entre a água, a terra e a Rainha sugere que não alimentamos a imaginação ao dar-lhe total liberdade para vagar por onde quiser, mas sim dirigindo-a para uma actividade importante, ideia que a maioria dos artistas endossaria.
Waite descreve a taça que ela segura como sua própria criação. É a mais elaborada das Copas (não importa o que pensarmos sobre sua elegância!) e simboliza a realização efectuada através do uso da imaginação. Observe sua forma semelhante a uma igreja. Até recentemente (e em culturas mais arcaicas) toda a arte expressava e glorificava a experiência espiritual. A Rainha olha intensamente para a taça, mostrando a vontade forte que orienta e regula a força criativa sem suprimi-Ia. Ao mesmo tempo, seu olhar sugere que a pessoa criativa consegue inspiração para futuras actividades em suas realizações passadas.
A força de vontade sozinha não unirá imaginação e acção Só o amor pode dar significado a suas acções e realizar seus objectivos Esses objectivos não são simplesmente criativos no sentido estrito da arte, mas no sentido mais amplo de fazer alguma coisa completa e com as oportunidades e elementos dados pela vida. Eles podem incluir objectivos emocionais, especialmente a família, porque enquanto o Rei simboliza a sociedade, a Rainha simboliza a família, tanto para os homens como para as mulheres.
O mais importante é que ela une a consciencialização ao sentimento. Ela sabe o que quer e tomará as medidas necessárias para consegui-lo. E no entanto ela age sempre com a percepção do amor.
Waite diz "inteligência amorosa e portanto o dom da visão", palavras que sugerem que uma visão da vida como algo prazeroso só pode vir como um presente, mas o amor pode abrir-nos para receber tal dom, para perceber que ele existe. Com inteligência unida ao amor, nós retribuímos o presente tendo essa visão e fazendo alguma coisa real e duradoura a partir dela.
"Rachel Pollack"

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