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"Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo. Buda"

terça-feira, 17 de junho de 2014

Carta do Dia - O Diabo

O Diabo é uma forma de personificação das energias que guardamos a sete chaves no interior do nosso inconsciente pessoal, uma região conhecida com a Sombra. O Diabo é o império do nossos instintos.




Hoje devemos parar e fazer uma reflexão sobre os nossos actuais valores e caminhos tomados na senda da vida. Podemos estar a ser vítimas do excessos de consumismo, materialismo, obsessões, abusos de bebidas, drogas e relações baseadas no sexo e servidão. Há alerta também para os jogos de tentações perigosas, traições, entrega aos prazeres sem se preocupar com a protecção da própria saúde e com a lei do retorno. Por outro lado o Diabo deixa o caminho livre para que sejam realizadas as escolhas, Este arcano ensina que muitas vezes agimos pelo impulsos dos nossos desejos mais insanos e que temos nas nossas mãos, a capacidade de realizar as escolhas e assim deixar ou não a servidão. O homem é livre para caminhar pela Luz ou continuar seguindo pelas Trevas da sua própria ignorância. O homem deve escolher se busca a Luz Maior para iluminar a escuridão que apavora a sua personalidade-alma ou não.

EXERCÍCIO PRÁTICO - O PROCESSO DA SOMBRA 3-2-1
(Baseado numa das técnicas do Programa Integral de Ken Wilber)


Primeiro, escolhe o que queres trabalhar. Muitas vezes, é mais fácil escolher uma “pessoa difícil”, com a qual nos sintamos incomodados ou em contradição. Por exemplo, um problema no casal, com o chefe, com os filhos, com os amigos…
Neste caso, vamo-nos centrar naquilo que nos perturba no outro, pois poderíamos também trabalhar o que se designa como “céu dourado” que é o que nos atrai no outro. Sabemos que a sombra aflora naquilo face ao qual nos sentimos reactivos, hipersensíveis, zangados, obcecados…
Em seguida seguiremos 3 passos:

3- Enfrentá-lo
Observa atentamente o problema e, em seguida, usando um caderno no qual possas escrever ou usando uma cadeira vazia com a qual “vamos dialogar”, descreve com todo o detalhe a pessoa, situação ou sensação, usando pronomes na 3ª pessoa, como: “ele”, “dela”, “eles”, “seus”,… Permite-te expressar da forma mais completa e minuciosa possível aquilo que te incomoda.

2- Falar com Ele
Estabelece um diálogo escrito ou oral (com a cadeira que representa a pessoa ou situação) no qual dizes diretamente a essa pessoa ou situação o que te incomoda nele ou nela. Podes começar por formular perguntas do tipo:
Quem/o que és?
O que queres de mim?
De onde vens?
O que necessitas dizer-me?
O que é que tens para me oferecer?
Em seguida, permite que ele ou ela te responda e escreve as respostas. É importante que imagines o que “isso” te responderia se pudesse realmente falar contigo. Abre a tua mente e deixa-te surpreender por tudo aquilo que aparecer nesse diálogo sem o julgar e sem o imaginar previamente.

1-Converte-te Nele
Usa agora, enquanto falas ou escreves, os pronomes na 1ª pessoa: “eu”, “minha”, “o meu”, ao mesmo tempo que te convertes nessa pessoa ou situação que tanto te incomoda. Contempla o mundo incluindo-te a ti mesmo a partir da perspectiva desse “outro”, sabendo que na realidade somos a mesma coisa.
Escreve finalmente uma afirmação do tipo: “eu sou”. Normalmente, esta afirmação é quase sempre sentida como algo distorcido ou “errado” já que, depois de tudo, é precisamente isso que a tua mente tentou negar e que projectou nos outros. Mas experimenta uma e outra vez, até que acabes por descobrir a verdade que encerra.
É interessante poder integrar, reconhecer e aceitar em nós isso que tanto nos incomoda e reconhecer que também “somos isso”.
Como terapeutas, sabemos que é importante integrar isto, não apenas a partir do racional, mas também a partir da emoção. Se realmente o integramos, sentir-nos-emos mais leves, menos críticos com o outro, mais livres e com uma sensação interior de paz.
É então quando realmente se abrem as portas a um novo compromisso com a vida, a partir do qual já não observamos o mundo a partir das polaridades de “bom” e “mau”.




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